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Prefeitura de SP prorroga vacinação contra influenza para início do inverno

Em função da queda da temperatura e baixa umidade do ar, este período do ano é mais propício à propagação de doenças respiratórias


Por Sofia Zizza, Beatriz Garcia, Artur Abramo e Davi Madorra


A Prefeitura de São Paulo prorrogou a campanha de vacinação contra a influenza até 30 de junho, para pessoas maiores de 6 meses. De acordo com o portal do Ministério da Saúde do governo brasileiro, os meses de outono e inverno são propícios para o aumento de doenças respiratórias.


As temperaturas mais baixas favorecem a disseminação dos vírus causadores de infecções como gripe, resfriado e a própria Covid-19. Além dessas, doenças como sinusite, crises de asma, rinite e bronquite e até mesmo pneumonias aumentam consideravelmente.


Cristiana Gedeon, médica pediatra alerta sobre três fatores que propiciam a contração de doenças respiratórias nos meses mais frios do ano. O primeiro consiste na grande amplitude térmica, principalmente nos meses de outono. “A variação de muitos graus ao longo do dia e a poluição, são muito prejudiciais, principalmente para os alérgicos", afirma.

O segundo é a propensão da população de se aglomerar em locais fechados e com baixa circulação de ar, devido ao tempo mais frio. O terceiro fator diz respeito ao tempo seco, que faz com que as vias aéreas fiquem mais ressecadas. “Com uma menor produção de muco, as vias aéreas, desde as narinas até os brônquios, ficam menos lubrificadas e, por tanto, menos protegidas. Por isso ficamos mais vulneráveis à chegada dos vírus”, explica Cristiana.


Importância da vacinação e prevenção da gripe

Ana Estela Leandro conta que já se vacinou esse ano, tomou todas as doses de reforço contra a covid-19 e a vacina anual contra a gripe. Cristiana Gedeon aponta que a vacinação é prioritária para grupos como crianças, idosos e imunodeprimidos por conta de uma vulnerabilidade do sistema imunológico.


No entanto, a pediatra também explica a importância da vacinação para todas as pessoas. “Quanto menos pessoas doentes, menos o vírus deixa de ser um fator de transmissão para aqueles que estão no grupo de risco”.


Ana Estela conta sobre como pretende prevenir essas doenças nos meses frios do ano: "Pretendo usar máscara em lugares fechados e abafados, principalmente no transporte público, me alimentar bem e manejar o estresse para manter a imunidade estável e tomar vitamina C”.


Cristiana explica que é de extrema importância procurar ambientes arejados e evitar aglomerações, principalmente com recém nascidos. Ela também salienta a importância da hidratação, principalmente para evitar o ressecamento das vias aéreas.


Uso de máscara

Ana Estela também afirma que, mesmo não sendo obrigatório pela OMS, opta por utilizar a máscara no transporte público. “Quando entro em ônibus abafado, ou muito cheio e percebo que tem uma baixa circulação [de ar] eu sempre fico de máscara. Me sinto mais segura porque percebo que as pessoas geralmente não colocam o braço pra tossir ou espirram nas mãos”, completa.


Já o estudante Eric Kanashiro, afirma usar a máscara no transporte público somente quando está com sintomas gripais. “Sempre evito sair quando estou doente e, nas vezes que saio, uso máscara. A pandemia fez perceber que é importante proteger os outros. Não só minha família, mas a comunidade em geral”.


Na opinião de Cristina Gedeon é necessário bom senso da população. Em ambientes aglomerados e fechados vai da consciência de cada um de utilizar a máscara, quando está gripado ou resfriado para, além de proteger ao próximo, proteger a si mesmo.


“As pessoas esquecem que quando ela está doente seu sistema imunológico fica mais deprimido e o indivíduo fica mais vulnerável. Ou seja, para pegar uma doença mais séria é muito mais fácil do que se não estivesse resfriado. Com a máscara a pessoa se protege e protege o outro”, explica.


Por que mesmo tomando a vacina podemos ficar gripados?

Cristiana Gedeon explica que as vacinas são diferentes a cada ano e mudam de acordo com os países. “Isso acontece pois elas são feitas com base em uma pesquisa de quais cepas de vírus estão sendo mais frequentes em determinado local e ano em questão”.


Ela explica que a vacina não protege o indivíduo contra todas as cepas. “Seria impossível o desenvolvimento de um imunizante que cobrisse os milhares de vírus existentes”, comenta. Por isso, mesmo tomando a vacina, as pessoas podem contrair um vírus fora da cepa protegida pela vacina, ficando gripadas. No entanto, de acordo com a pediatra, as vacinas minimizam muito as chances da contração da doença.


Cristiana admite que sente falta de uma campanha governamental eficaz, com linguagem acessível que atinja uma maior parte da população. Uma campanha que realmente explique a importância da vacinação. “No momento que a pessoa entende que os imunizantes não impedem apenas que ela transmita a doença ao outro mas que também protegem a própria pessoa, se torna maior a consciência da necessidade da vacinação”.


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