• Beatriz Lopomo e Thiago Gelli

Mobilização para combater pandemia

Atualizado: 27 de Nov de 2020

Organizações populares se mobilizam para combater danos da pandemia em São Paulo


Lideranças na Brasilândia e na São Remo remediam desamparo econômico através de doações

Por Beatriz Lopomo e Thiago Gelli


Cestas básicas captadas pelo coletivo “São Remo contra a COVID-19”. [Imagem: Reprodução/Facebook/Associação Poliesportiva da São Remo]

Em um cenário de pandemia, o Brasil enfrenta a maior taxa de desemprego desde 2012. O país fechou o mês de agosto com uma taxa de 14,4%, o que representa 13,8 milhões de desempregados.


Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgados no dia 30 de outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 4,3 milhões de postos de trabalho foram fechados em apenas três meses.


Nesse contexto, diversos projetos surgiram nas periferias com o objetivo de minimizar os impactos da pandemia e garantir produtos básicos de alimentação, higiene e proteção para a comunidade.


Produção de Máscaras na Brasilândia

A doação de 50 máscaras por uma costureira para a comunidade local inspirou a criação do projeto “Produção de Máscaras na Brasilândia”, no bairro periférico da zona norte da cidade de São Paulo.


O projeto conta atualmente com 30 famílias que confeccionam, distribuem e divulgam a ação. No total, 30 mil máscaras já foram doadas. Mayara Amaral, articuladora social do projeto, conta que a iniciativa arrecadou 34 mil reais através de um edital enviado para o projeto de financiamento coletivo, Benfeitoria. Esse valor possibilitou que as costureiras associadas ao projeto recebessem um real por máscara produzida, contribuindo com a economia local.


A distribuição das máscaras ocorre através das ações de coletivos: “as pessoas vêm buscar e entregam para os moradores de sua região. Foi máscara para Londrina, para Peruíbe, para o Jardim Ângela, para o Jabaquara, para a favela de Heliópolis, vários lugares além da região da Brasilândia”, explica Mayara. Contribua e conheça mais sobre o projeto através do site.

Voluntária trabalhando na produção das máscaras [Imagem: Reprodução/Facebook/Produção de Máscaras na Brasilândia]

São Remo contra a COVID-19

Já na Comunidade São Remo, as entidades atuantes formaram o coletivo “São Remo contra a COVID-19” para combater a insegurança alimentar e sanitária. Desde o final de maio deste ano, a organização coleta doações de alimentos, produtos de higiene, máscaras e dinheiro, para então direcioná-los ao bem estar dos habitantes. Até o momento, 3 mil famílias foram auxiliadas.


Segundo Rosangela Ferreira, presidente da Associação Poliesportiva da São Remo, membros do coletivo se mobilizam às casas com cuidado para evitar aglomerações e circulação dos moradores. Retiradas na sede são organizadas por vales com dia e hora marcados.


Através de censo levantado em 2019, as famílias são localizadas e abordadas. Quando o número de recursos não é suficiente para todos, prioriza-se aqueles com maior vulnerabilidade familiar, como idosos, deficientes físicos, mães solteiras e desempregados. Com isso, a melhora de condições e dignidade dos cidadãos da comunidade foi promovida, e a ação se fez fundamental. O progresso da pandemia, no entanto, não parou de apresentar novos obstáculos. “De meados de agosto até a presente data, as doações vêm minguando, e muitas pessoas estão circulando nas ruas, mas os impactos na favela ainda são fortes, muitos perderam o trabalho e dependem das doações”.

Saiba mais e contribua clicando aqui.

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