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Fim do auxílio emergencial inaugura 2021

Rede de segurança para a população chega ao fim no começo de ano


por Marina Bittencourt


Acesso do auxílio pelo aplicativo. [Foto: Reprodução/Governo Federal]


Janeiro traz o fim do auxílio emergencial criado nos primeiros meses da pandemia. O programa, estabelecido em meio à crise do coronavírus, tinha como propósito inicial o repasse de R$600,00 para os cidadãos por três meses. O benefício foi estendido até dezembro de 2020.

Apesar do debate sobre a prorrogação do benefício, com nove projetos até junho de 2021, o presidente Jair Bolsonaro negou o novo auxílio emergencial. “Lamento muita gente passando necessidade, mas a nossa capacidade de endividamento está no limite”, disse o mandatário a um apoiador na entrada do Palácio da Alvorada.

O saque das últimas parcelas do auxílio foi liberado para os brasileiros durante as primeiras semanas de janeiro de 2021, com a última tendo sido liberada no dia 25 para os nascidos em novembro.

A pandemia do coronavírus aproxima-se do seu aniversário de um ano. A inflação do país em 2020 foi a maior em quatro anos, os preços continuam a subir e a situação aperta para o povo brasileiro. “Deu para me ajudar. Na verdade, o nome já diz: é um auxílio. Embora acho que o valor de R$600,00 foi muito baixo", comenta Carlos Silveira, morador da São Remo.

“Em um momento de crise que estamos vivendo, tenho observado que muitas coisas estão com os preços absurdamente elevados. O governo tinha que subsidiar alguns itens de primeira necessidade”, diz.

O ministro da economia, Paulo Guedes, fala na prorrogação do benefício caso o pior aconteça. A equipe econômica defende que, pela atual situação da economia — que se movimenta mesmo com a pandemia —, o auxílio emergencial não é necessário. Guedes defende que a criação do programa exigiria sacrifícios. "Não é só pegar o dinheiro e sair correndo. Tem que fazer todo o sacrifício", disse o ministro.

Frente às pressões para a prorrogação do auxílio emergencial, o time econômico defende que o governo apresente uma proposta de ampliação de assistência social de maneira permanente, como a criação de um novo programa. A equipe procura uma solução que fique dentro do orçamento e preserve o teto de gastos. Até então, nada foi resolvido.


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