• Beatriz Nogueira

Especial 7 de setembro - Por Beatriz Nogueira: Uma experiência nova

Por Beatriz Nogueira

Imagem: Canva/Isabel Vernier

A cobertura das manifestações foi a minha primeira experiência nesse tipo de atividade. Vivenciar a minha articulação e a dos colegas me marcou significativamente. Fiquei na função de âncora, junto da Rosi e da Isabel e nós elaboramos um breve roteiro de nossas falas introdutórias e discutimos sobre como encaixá-lo no roteiro geral da cobertura.

Tivemos um tempo corrido para agilizar o nosso roteiro. No entanto, foi agradável e interessante perceber o quanto essa organização colaborou na dinâmica da cobertura.

O improviso:

Embora tenha ocorrido momentos em que eu não soube lidar com o improviso que era previsto e intencional na cobertura, justamente para exercitarmos essa prática jornalística, creio que consegui lidar bem com tal processo e percebi o quanto o improviso trouxe sinceridade para a transmissão.


O contexto das manifestações e a questão da ética jornalística:

A data de 7 de setembro celebra a independência do Brasil. Parte da população foi às ruas para expressar seus sentimentos e considerações acerca da data e também a respeito da situação política vigente. Vivenciar os posicionamentos de manifestantes pró e contra o governo Bolsonaro e que tinham concepções divergentes sobre a atual conjuntura política do país, me proporcionou sobretudo a experiência prática da ética jornalística que define a profissão. Vimos na disciplina “Laboratório de iniciação em jornalismo”, autores como Bernardo Kucinsky (2010), que afirma categoricamente como a prática jornalística requer uma postura ética do profissional. Nesse sentido, durante a cobertura, me vi no desafiador lugar de transmissora de notícias que deve considerar a escuta das opiniões dos entrevistados sem enviesar as concepções deste em meus comentários enquanto âncora. Também tive que trazer comentários que proporcionam ao espectador uma visão das manifestações “por dentro” e disso tirar suas próprias conclusões, sobre isso, tive certas dificuldades que me foram úteis para tomar nota dos meus necessários melhoramentos em coberturas futuras.


Referência

KUCINSKY, B . A síndrome da antena parabólica. S. Paulo: Perseu Abramo, 2010


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